Falta de TV tira patrocínio no vôlei de praia
Fonte: Blog do Erich Beting
A falta de transmissão na TV das etapas do vôlei de praia já causou o primeiro baque para os atletas da modalidade. As duplas formadas por Carol e Maria Clara e Pedro Solberg e Pedro Cunha perdeu o patrocínio que tinha da Cimed.
A decisão de tirar o apoio foi tomada no início deste ano, depois que as etapas do Circuito Banco do Brasil deixaram de ser transmitidas pelo Sportv. Segundo Renan Dal Zotto, gerente de esportes da Cimed, a fuga da TV fez com que o patrocínio se tornasse insustentável para a empresa.
No segundo semestre do ano passado, a Cimed havia substituído a Medley, sua rival na área de medicamentos genéricos, no patrocínio às duplas.
O caso ilustra bem a força que a mídia tem na promoção do esporte. Uma das razões para uma empresa apoiar uma modalidade é o retorno de exposição que ela permite à marca. Se o esporte não estiver na grande mídia, a justificativa do patrocínio é praticamente inexistente, como foi agora com a Cimed.
O esporte precisa, urgentemente, entender como trabalhar melhor a ferramenta de exposição na mídia. E a mídia, por sua vez, precisa entender melhor como tirar ótimo proveito do conteúdo que só o esporte é capaz de lhe oferecer.
TV ainda emperra Mundial de handebol
GUSTAVO FRANCESCHINI
Fonte: Máquina do Esporte
A Confederação Brasileira de Handebol já assinou o contrato para receber o Mundial feminino de handebol de 2011, mas ainda está de mãos atadas. Por causa de um contrato de exclusividade para direitos de transmissão com a agência Sportfive, a Federação Internacional de Handebol (IFH, em inglês) ainda trava o marketing do evento.
O principal problema diz respeito à mídia. A CBHb pretende lucrar com a venda dos direitos para as emissoras brasileiras. No formato atual, porém, a negociação é feita diretamente com a Sportfive.
“O contrato deles termina no fim do ano. Ele provavelmente deve ser renovado, mas nós estamos tentando mudar detalhes como esse”, disse Fabiano Redondo, diretor de marketing da entidade.
A expectativa com essa propriedade é tão grande que a CBHb cogita, inclusive, comprar os direitos para revendê-lo. O mesmo, aliás, pode acontecer com relação aos parceiros de marketing.
Pela demora na definição sobre a televisão, a entidade não consegue negociar com nenhum possível parceiro. As restrições da IFH, por sua vez, podem fazer a CBHb comprar espaços dentro dos ginásios para alocar seus eventuais patrocinadores.
Justiça anula ato contra atletas do futsal
Fonte: Blog do Cruz
A Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS) foi derrotada em suas pretensões de tirar de quadra os jogadores que reclamavam direitos na justiça trabalhista.
Decisão da juíza do Trabalho, Naiana Carapeba Nery de Oliveira, do Ministério Público do Trabalho, em Brasília, anulou ato da CBFS que cancelava a inscrição dos atletas que fossem parte em ações judiciais contra seus empregadores.
Na resolução (nº 6/2009) que assinou, o presidente da CBFS, Aécio Vasconcelos, argumentou que a confederação não registra contrato de trabalho profissional, pois promove apenas competições oficiais e não profissionais de futsal.
Na prática, os clubes que participam dos principais eventos da CBFS substituem o registro de trabalho na carteira profissional dos atletas por pagamentos de uso do “direito de imagem”.
“É exatamente para não deixar impune uma situação como essa, em que a CBFS pensa tudo poder, ignorando princípios e direitos constituicionais fundamentais, impõe-se sua condenação em indenização por danos morais coletivos”, sentenciou a procuradora do trabalho, Ana Cristina Ribeiro, ao instruir a ação civil pública (nº 893/2009).
A juiza do trabalho, Naiana de Oliveira, por sua vez, considerou que a resolução da CBFS “viola o direito de ação e o exercício da prática profissional de futsal”. E assegurou a todos os atletas condições de jogo em qualquer competição. No mesmo ato, a juíza tornou sem efeito todos os cancelamentos de inscrições ocorridos, fixando a pena de R$ 10 mil por violação que vier a ocorrer.
É interessante a forma ditatorial com que os cartolas agem contra jogadores profissionais. Pagam salários disfarçados de “direito de imagem”, burlam a lei não assinando a carteira profissional, transgridem leis maiores, como a Constituição Federal e se escondem por trás de um amadorismo disfarçado.
O pior que a CBFS é financiada com verbas públicas, pois tem um rico patrocínio do Banco do Brasil e dos Correios.
Escrito por ISG
Escrito por ISG
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