Newsletter 08/07

08/07/2009

Seguem duas reportagem que envolvem o Exército e o Esporte. Se essas ações tem relação, não podemos saber, mas não deixa de ser uma coincidência interessante. Também colocamos o projeto da “Lei de Incentivo ao Esporte” pelo qual a Vale já investiu R$ 2 milhões na reforma de instalações.

Vale lança projeto olímpico no Rio

Fonte: Máquina do Esporte, em São Paulo

A mineradora Vale apresentou, nesta terça-feira, em evento no Rio de Janeiro, o projeto “Brasil Vale Ouro”, que investirá mais de R$ 10 milhões no esporte. O plano, que tem os Jogos Olímpicos de 2016 como principal objetivo, vai buscar talentos de natação, atletismo e judô em núcleos espalhados por seis estados brasileiros.

“Nosso objetivo é realizar um investimento social estruturante, para que o legado do conhecimento aplicado permaneça no local. Queremos que esse programa seja referência na parceria social público-privado”, disse Sílvio Vaz, diretor-presidente da Fundação Vale.

O projeto tem o apoio dos Ministérios da Defesa e do Esporte, sendo que o último aportou R$ 250 mil na reforma do Círculo Militar de Deodoro. O espaço é mais um aparelho dos Jogos Pan-Americanos que ganha um uso, já que servirá como centro de excelência do projeto, atendendo localmente duas mil crianças e cem atletas com índice olímpico, que serão alojados na nova Vila Olímpica.

Para garantir o sucesso da empreitada, a Vale investiu R$ 3 milhões na construção de um ginásio de judô e vai destinar mais R$ 10 milhões à reforma do restante das instalações. Além disso, a empresa vai erguer mais 15 núcleos de prática esportiva em Minas Gerais, Maranhão, Espírito Santo, Pará, Sergipe e no próprio Rio de Janeiro, regiões em que atua comercialmente.

O projeto inclui até centros de capacitação profissional. “No Centro de Excelência do Brasil Vale Ouro, não queremos apenas formar futuros atletas de excelência, mas futuros técnicos”, disse Vaz.

Projeto aprovado na “Lei de Incentivo ao Esporte”

Por ISG – Fonte: Ministério do Esporte

Proponente: Circulo Militar da Vila Militar – 31.409.337/0001-80
Título do Projeto: Reforma da Pista de Atlestismo e Construção de Alojamentos – Brasil Vale Ouro
Nº SLIE: 0801179-61 UF: RJ
Nº do Processo: 58000.004455/2008-40 Estimativa Público: 5.000
Valor Aprovado para Captação (R$): 5.696.437,50 Prazo para Captação: 28/01/2009 a 31/12/2009
Data da Publicação: 29/01/2009 Situação do Projeto: Aprovado
QUEM PATROCINOU ou DOOU Data da Captação Valor Captado (R$)
Patrocinador: FUNDAÇÃO VALE 08/05/2009 2.000.000,00
Total Captado (R$):2.000.000,00

COB quer militarizar esporte

Fonte: Folha de São Paulo

Comitê planeja seguir países como Rússia, China e França, em que atletas representam o Exército

Projeto-piloto forma cem marinheiros no Rio, que não terão de fazer plantões em quartéis, mas disputarão os principais campeonatos
Fabio Costa/Folha imagem
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As iatistas e marinheiras Fernanda e Renata Decnop, que entraram no projeto e sofriam com falta de verba para as competições

SÉRGIO RANGEL
DA SUCURSAL DO RIO

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) quer militarizar atletas de ponta. Desde o início do ano, técnicos da entidade preparam um projeto para abrir as portas das Forças Armadas aos esportistas.
O trabalho é baseado nas experiências de algumas importantes potências olímpicas, como Rússia, China e França. Países que usam a carreira militar para dar estímulo aos seus melhores competidores.
Ielena Isinbaieva, detentora da melhor marca do mundo e campeã olímpica e mundial do salto com vara, faz parte do Exército da Rússia. Em agosto de 2005, a saltadora entrou na carreira militar como tenente das Forças Armadas e, em 2008, foi promovida a capitã.
Mesmo assim, continua representando a Rússia nas principais competições mundiais.
“”Queremos garantir aos nossos atletas uma remuneração fixa, todos os benefícios que os militares têm, além de colocá- -los para treinar em instalações com boa estrutura”, disse o ex- -judoca Sebastian Pereira, que é gerente de atendimento do COB nas confederações de judô, boxe e lutas associadas.
Ele é um dos principais articuladores da entidade esportiva nas Forças Armadas.
“”Fora isso, eles vão ter a opção de ingressar em uma nova carreira após o final do seu ciclo esportivo”, acrescentou Pereira, que foi atleta e soldado do Exército por oito anos.
Um projeto-piloto já foi criado pela Marinha. No mês passado, cem atletas se formaram em marinheiros no Rio, entre eles as judoca Ketleyn Quadros, bronze em Pequim-2008.
As inscrições haviam sido abertas para competidores de todas as modalidades.
A maioria das judocas da seleção feminina aderiu ao militarismo. O paulista Diogo Silva, do taekwondo, primeiro medalhista de ouro do Brasil no Pan- -2007, também é marinheiro.
Eles fizeram um curso de três semanas no Rio, mas não terão que fazer plantões no quartel.
“”A função deles é representar o Brasil em competições”, afirmou o tenente Maturana.
“Eles não terão nenhum trabalho burocrático para fazer. Vão poder treinar sem problemas e serão convocados por um determinado período para treinar nas instalações da Marinha”, completou ele, que integra a comissão técnica da seleção brasileira de judô e é um dos estrategistas do time.
O soldo de marinheiro é atualmente de R$ 1.056. Apesar de o salário não ser dos mais altos, a estabilidade da renda e os centros de treinamentos oferecidos pelos militares são os principais atrativos.
“”Essa verba ajuda muito. Até a semana passada, eu tinha apenas o salário do meu clube. Além do mais, posso ter uma nova profissão no final da carreira”, declarou Ketleyn Quadros -a judoca cursa a faculdade de educação física.
Apesar de já elogiar a iniciativa da Marinha, os dirigentes do COB querem ampliar o projeto. A intenção é que alguns atletas de alto nível entrem nas Forças Armadas como oficiais.
O modelo adotado pelo COB está sendo formatado pelo grupo de técnicos da entidade e deverá ser apresentado ao Ministério da Defesa até o fim do ano.

Projeto visa pódio em Jogos do Rio

Fonte: Folha de São Paulo

DA SUCURSAL DO RIO

O projeto da Marinha de transformar atletas em marinheiros é uma tentativa de reforçar a delegação brasileira que vai disputar os Jogos Mundiais Militares-2011, no Rio.
“”A meta é fazer um bom papel nos Jogos. Isso é claro”, disse o tenente Maturana, um dos responsáveis pelo treinamento da equipe de judô na Marinha.
“Temos a responsabilidade de fazer um bom papel. Em troca, eles nos dão toda a estrutura. Temos fisioterapeutas, médicos, barcos, diárias para participar de competições e até técnicos”, disse a iatista Renata Decnop, 23.
O Ministério da Defesa e a Marinha não informaram ontem quanto já foi gasto no projeto de militarizar os atletas de ponta.
O ministério também não informou se pretende ampliar para as outras Forças Armadas o programa de adoção de atletas.
O Mundial foi orçado em R$ 1,2 bilhão. A competição terá 21 modalidades e previsão de participação de aproximadamente 90 países e cerca de 6.000 competidores militares de todo o planeta.
Para recepcionar o evento, o governo terá de construir uma vila para abrigar os esportistas.0 (SR)


Newsletter 26/06/09

26/06/2009

À procura de barco, time brasileiro na próxima Volvo deve ser anunciado em julho

Bruno Doro
Em São Paulo

Fonte: Folha de São Paulo

A presença de um time brasileiro na próxima edição da regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race deve ser confirmada na primeira metade de julho, durante a Semana de Vela de Ilhabela, a mais tradicional competição náutica do país. Alan Adler, um dos diretores do Brasil 1 na edição de 2005 da prova, viajou para Suécia e Rússia nesta semana, para fechar os últimos detalhes para o anúncio do time.

Ao lado de Paulo Zottolo e Lars Grael, Adler conversou com a organização do evento, fez reuniões com projetistas para o desenho de um novo barco e ainda se encontrou com velejadores que podem fazer parte da tripulação. Torben Grael, comandante do Brasil 1 em 2005 e campeão da edição atual da Volvo com o Ericsson 4, foi um deles.

Os brasileiros, porém, não conseguiram concretizar um dos objetivos da viagem: voltar ao país com um barco. Segundo várias fontes consultadas pela reportagem do UOL Esporte, o grande objetivo era comprar o Ericsson 3, usado pela tripulação nórdica do time sueco.

Os suecos, porém, ainda estudam a possibilidade de disputar a Volvo pela terceira vez seguida. Com isso, adiaram a decisão sobre o destino dos barcos. Atualmente, a equipe é dona de três Volvo 70, a classe de veleiros usada na competição. O E1, que disputou a edição 05/06 da competição, o E4, com o qual Grael foi campeão, e o E3, alvo dos brasileiros e considerado o melhor veleiro da Volvo em 2009 segundo uma enquête feita com os velejadores pelo site oficial da competição.

A compra de um novo barco seria importante para os brasileiros começarem a preparação antes dos demais times. O E4, por exemplo, foi o time que mais treinou para esta edição da Volvo e foi o campeão com cinco vitórias em nove etapas. Este veleiro seria usado em treinos, até que um novo barco, provavelmente construído no Brasil, ficasse pronto.

Para desenhar esse novo veleiro, Adler, Zotollo e Lars tiveram reunião com o neozelandês Bruce Farr, que projetou o barco campeão de 6 das últimas 10 edições da regata, e ainda conversaram com o argentino Juan Kouyoumdjian, que desenhou os dois últimos vencedores da competição.

A tripulação para o barco é outra incógnita. Torben Grael, irmão mais velho de Lars, que será o coordenador técnico do projeto, é o favorito. O problema, porém, é que com o título com o E4, ele se tornou um dos velejadores mais valorizados do planeta. Além disso, Torben apenas aceitaria embarcar em um novo projeto se o mesmo tivesse chances de vitória.

“A experiência com o Brasil 1 (em 2005/2006) foi ótima, mas não poderia fazer novamente com as mesmas características. Terminamos em terceiro lugar e teríamos de fazer um novo projeto com um objetivo ainda maior. Ser terceiro novamente seria um resultado ruim”, analisa o comandante. Ele, porém, admite a vontade de volta à competição.

Campeão da Volvo ao lado de Grael, o timoneiro Joca Signorini concorda com Torben. “Eu já fiz essa regata duas vezes. Fui campeão em uma. Terminei em terceiro em outra. Precisaria de um projeto bom para voltar”, diz o velejador.

Parceiro de Grael em três medalhas olímpicas, Marcelo Ferreira também admite participar de um novo projeto. Ele foi tripulante do Delta Lloyd, lanterna da Volvo neste ano, para as regatas locais. “Eu faria novamente a Volvo, mas apenas em um time brasileiro”, confirma o bicampeão olímpico.

A próxima edição da regata de volta ao mundo será disputada entre 2011 e 2012. A largada será em Alicante, na Espanha, mas o roteiro completo ainda não foi definido. As regras estão sendo finalizadas, mas a caixa de regras dos barcos não deve ser muito alterada.

A organização estuda também uma série de medidas para redução de custos, como diminuir a duração da competição, diminuir em 40% o número de velas que um time pode ter, abolir a exclusividade do projetista e reduzir ainda mais o número de tripulantes, entre outras. A regra final será anunciada até o final do ano.

Atletas Olímpicos participam de corrida de revezamento em apoio à Candidatura Rio 2016

fonte: Site do COB

No encerramento da Semana Olímpica, nove atletas e um técnico que representaram o Brasil em diversas edições dos Jogos Olímpicos divulgarão os ideais da candidatura Rio 2016 pelas ruas do Rio de Janeiro. Adriana Samuel (prata no vôlei de praia em Atlanta 96 e bronze em Sydney 2000), Bruno Prada (prata na vela em Pequim 2008), Cyro Delgado (bronze no revezamento 4×200m em Moscou 80), Jaqueline Silva (ouro no vôlei de praia em Atlanta 96), Miguel Ângelo da Luz (técnico da seleção feminina de basquete prata em Atlanta 96), Nalbert (ouro no vôlei em Atenas 2004), Nelson Prudêncio (prata no salto triplo na Cidade do México 68 e bronze em Munique 72), Paulinho Vilas Boas (quinto no basquete em Seul 88 e Barcelona 92), Sebastian Pereira (quinto no judô em Atlanta 96) e Vanderlei Cordeiro de Lima (bronze na maratona em Atenas 2004) formarão a equipe Rio 2016 na “Family Run” da Maratona do Rio, que acontece neste domingo, dia 28, às 8h.

A “Family Run” é uma prova de seis quilômetros disputada simultaneamente à Maratona do Rio. A equipe Rio 2016 fará um revezamento durante o percurso: cada atleta percorrerá 600 metros e a logomarca da candidatura será passada de mão em mão, substituindo o tradicional bastão. “Este revezamento é o símbolo do apoio de atletas de várias gerações ao projeto olímpico do Rio de Janeiro. Ninguém melhor do que atletas e técnicos para analisar o que está sendo planejado para os Jogos. A Maratona do Rio é uma grande festa do esporte e o revezamento Rio 2016 será um encerramento maravilhoso para a Semana Olímpica, que celebrou os valores do Movimento Olímpico em todo o país”, disse Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Rio 2016.

Campeão olímpico em Atenas 2004, Nalbert fará sua estreia em provas de corrida. “Como brasileiro e carioca, quero muito que os Jogos Olímpicos sejam disputados no Rio de Janeiro. Vou fazer o que puder para que essa campanha tenha êxito”, disse Nalbert, que atualmente disputa competições de vôlei de praia.

O velejador Bruno Prada também vai trocar de esporte na manhã deste domingo para mostrar seu apoio ao projeto olímpico do Rio de Janeiro. “Todos os atletas têm que ajudar o Brasil nessa disputa. Eu vou dar a minha contribuição. A distância não é grande, vai dar para correr em ritmo de comemoração”, brinca Bruno.

O revezamento Rio 2016 fecha as comemorações da Semana Olímpica, que teve eventos em oito cidades brasileiras – Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Brasília (DF), Vitória (ES), Aracaju (SE), Barra Mansa (RJ), São José do Rio Preto (SP) e Boa Vista (RR). Foram realizadas corridas, clínicas de esporte, palestras, mostras de vídeo, teatro, atividades esportivas e exposições de fotos.

Projeto eleitoreiro

Fonte: Blog do Cruz

Além de eleitores e promessas, obras e futebol atraem os políticos. Dependendo da época, um assunto tem prioridade sobre o outro. Mas se puder juntar os dois, a festa fica mais alegre. De olho nesse público – torcedor e eleitor – crescem os projetos de leis, como o que tramita no Senado Federal, criando o “Fundo Copa Amador para o apoio ao futebol não profissional no país”.

Trata-se de uma preciosidade, para os que, em tese, serão beneficiados. Ou algo inacreditável, para quem acompanha o esporte diariamente. O tal projeto determina que 20% do que a União aplicar na realização da Copa do Mundo de 2014 sejam destinados ao futebol amador. Não há números confiáveis nesse sentido, pois nem o próprio Palácio do Planalto tem a noção do que investirá nesse projeto. Mas fala-se em algo de R$ 100 bilhões – a maior parte aplicados em obras de infraestrutura.

Ou seja, se o projeto for aprovado, o governo se tornará financiador de clubes amadores com algo em torno de espetaculares R$ 20 bilhões. Para que se tenha uma ideia, esse valor é 10 vezes mais do que o futebol profissional movimenta no país, anualmente, aí, incluídas as transações milionárias de jogadores para o exterior. Estamos, enfim, perto de uma revolução fenomenal, com os clubes regredindo ao amadorismo para serem, então, subvencionados pelo governo federal.

A proposta é mal elaborada e tem argumentação frágil, inconsistente. Poucas vezes se viu, na área do esporte, algo com objetivo tão eleitoreiro como esse. Nem o polêmico e truculento ex-presidente do Vasco da Gama, Eurico Miranda, também ex-deputado, conseguiu produzir peça com tal agressão aos cofres públicos. No entanto, o tal projeto de lei para o futebol amador foi apresentado por um senador que tem um perfil e discurso justamente contrários a essa prática, o representante do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PDT).

Para piorar, o relator desse projeto, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), argumenta com informações que não refletem a realidade. Por exemplo, “o esporte amador jamais recebeu apoio e incentivo …” É de uma desinformação espetacular.

Repetindo o presidente Lula, “nunca antes na história deste país” o esporte teve tanto dinheiro público. O esporte no Brasil, senhores parlamentares, é fruto da iniciativa privada, mas estatizado na sua gestão financeira, a partir dos milhões repassados pelas loterias. A mais recente aberração nesse sentido é a Lei de Incentivo ao Esporte, que atende, inclusive, o futebol amador, que o senador Cristovam Buarque agora quer destinar bilhões de reais.

Diz ainda o senador Eduardo Azeredo: “Nossas escolas são carentes de espaço, de material e de profissionais preparados para oferecer aos alunos práticas esportivas que lhes permitam desenvolver não apenas seu potencial física, como aprimorar sua formação humana e social.”

Oposicionista, o senador acerta nessa informação e não perde a oportunidade de criticar o governo federal por sua incapacidade de resolver esse que é um dos maiores problemas da educação no país, a falta de atividade física regular nas escolas públicas. Porém, em vez de levar a plenário propostas para debater essa grave questão, que se arrasta desde o governo passado, apoia uma proposta ilusória, pois o dinheiro não chegará aos campos de várzea.

Ao contrário, será o profissionalismo, mais uma vez, que se beneficiará desse dinheiro. Disfarçados de amadores, lá estarão os cartolas, eternos pedintes do dinheiro público, criando times de arrabaldes, para terem acesso ao dinheiro fácil. E será com esse recurso que formarão atletas para vendê-los ao exterior, como já ocorre vergonhosamente, aqui mesmo em Brasília, com garotos de até 14 anos deixando a família para tentar realizar um sonho duvidoso em outros países.

Suspenda esse projeto, senador Cristovam Buarque. Faça uma consulta ao Siafi e veja quanto o esporte  – futebol, inclusive -  recebe dos cofres públicos. O senhor se surpreenderá com os valores ali registrados nos últimos anos. E, se avançar nessa consulta, observará o desperdício que ocorre em nosso país com as fartas verbas para o setor. Reverta a sua proposta, e terá, com certeza, um maior número de eleitores ao seu lado, bem superior aos que espera ganhar com essa gentileza que projeta fazer com o dinheiro público.


Newsletter 23/06/09

23/06/2009

TERÇA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2009 – 08h22

Máquina e USP promovem curso em SP

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Entre os próximos dias 29 de junho e 2 de julho, a cidade de São Paulo abrigará a II Semana do Marketing Esportivo, organizada em parceria pela Máquina do Esporte e pela Empresa Júnior da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo (EEFEUSP).

O evento contará com oito palestras com temas relacionados à gestão esportiva. Participarão dos debates profissionais que estão presentes no dia-a-dia do mercado esportivo, dando aos alunos rara oportunidade de interação e troca de conhecimento com profissionais da indústria.

É o segundo ano consecutivo em que a Máquina do Esporte e a Empresa Júnior se unem para realizar uma semana de debates sobre gestão e marketing esportivo.

“Como principal veículo do país sobre marketing esportivo, temos de fazer ações que contribuam para o desenvolvimento do esporte como negócio no Brasil. Para nós, é importante essa associação com a Empresa Júnior para contribuir no crescimento da indústria esportiva”, afirma Erich Beting, sócio-diretor da Máquina do Esporte.

Beting será o responsável pela abertura da Semana, trazendo como palestra inicial um panorama sobre a evolução da gestão esportiva no Brasil, partindo do começo totalmente amador dos clubes sociais até a complexa estruturação de uma agremiação na atualidade.

Depois dele, será a vez de Luiz Felipe Santoro, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo (IBDD) falar sobre o direito desportivo inserido no conteúdo da gestão esportiva.

Na terça-feira, segundo dia de palestras, Georgios Hatzidakis, diretor da Uniban e presidente da Associação Brasileira de Desporto Educacional (Abrade), falará sobre organização de eventos esportivos, contando, entre outros, sobre o caso do JUP, os Jogos Universitários Paulistanos. Na sequência, Mauro Holzmann, diretor da Traffic Arenas, explanará sobre a gestão de arenas esportivas.

O terceiro dia de evento terá abertura às 9h com palestra sobre licenciamento esportivo. Depois, Fabiano Redondo, diretor de marketing da Confederação Brasileira de Handebol, falará sobre o marketing na modalidade.

As palestras se encerram no dia 2 de julho, com Rafael Plastina, sócio-diretor da Sport Track, principal empresa do ramo de pesquisas sobre hábitos de consumo ligados ao esporte. O executivo falará sobre o esporte na visão do consumidor.

O ciclo de debates se encerra com a palestra “O marketing de uma marca esportiva”, com palestrante ainda a ser confirmado.

As inscrições custam R$ 250. Assinantes da Revista Máquina do Esporte têm 10% de desconto, enquanto que os alunos da USP pagam R$ 180. Mais informações podem ser obtidas no site oficial do evento.

SEGUNDA-FEIRA, 22 DE JUNHO DE 2009 – 17h00

COB celebra medalhas e “esquece” clubes


GUSTAVO FRANCESCHINI
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

O Comitê Olímpico Brasileiro divulgou, nesta segunda-feira, uma mensagem de apoio e celebração às 68 medalhas conquistadas por brasileiros em competições internacionais no último fim de semana. O documento serviu para ressaltar a importância da lei Agnelo/Piva para os esportistas, e “esqueceu” do papel dos clubes na preparação dos mesmos.

“Os atletas brasileiros estão constantemente representando o país em competições internacionais. É importante alcançar resultados como esses para ratificar a importância do trabalho desenvolvido conjuntamente entre o COB e as confederações, e a responsabilidade com que os recursos da lei Agnelo/Piva estão sendo aplicados para o desenvolvimento dos esportes olímpicos no Brasil”, disse Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo de esportes da entidade.

Os resultados em questão vieram de duas modalidades. No Aberto de Paris de Natação, preparatório para o Mundial do esporte, os brasileiros conquistaram 15 medalhas, sendo cinco de ouro. Já no Sul-Americano de atletismo, realizado no Peru, foram 53 medalhas, sendo 16 de ouro.

O comunicado reforça a tese do COB, segundo a qual os recursos da lei Agnelo-Piva não devem deixar as mãos das confederações. Em fevereiro deste ano, as agremiações lançaram o Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos (Confao), que pleiteou uma nova divisão com o Ministério do Esporte.

“Esse que é a grande coisa que nos incomoda. Nós fazemos e aí o Coaracy [Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos], de quem eu gosto muito, e diz que a Confederação está pagando. Não dá para querer que o clube banque a seleção. Os atletas estão viajando em algumas competições pelo COB, mas é para isso mesmo que eles existem”, disse Sérgio Bruno Zech Coelho, presidente do Confao.

A disputa aqueceu o debate sobre o benefício federal e chegou a mobilizar o Ministério do Esporte, que formou uma comissão para avaliar o assunto. O grupo não conseguiu concluir o estudo no prazo inicialmente estipulado, de 60 dias, e arrasta um desfecho até o momento.

Atualmente, apenas o COB e o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) recebem e verba proveniente das loterias. Os clubes, por sua vez, entendem que merecem parte desse bolo por sustentarem os esportistas na maior parte do ano.

UFRS Promove Seminario Olimpico Com Grandes Nomes Do Setor.

Fonte: Blog do Murray

Junho 23, 2009

SEMINÁRIO: FILOSOFIA, PESSOA E ESPORTE

A Escola de Educação Física promove no dia 30 de junho, das 9 às 18h, o Seminário: Filosofia, Pessoa e Esporte. O evento é uma realização conjunta do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano, do Projeto Esporte Brasil (PROESP) e do Centro de Estudos Olímpicos e conta com o apoio do Diretório Acadêmico e do PET da ESEF-UFRGS.

Com a participação de conferencistas da Universidade do Porto (Portugal), da Universidade Gama Filho (Rio de Janeiro) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, o seminário visa a refletir e inquirir sobre as demandas por um esporte situado no eixo dos valores, da educação e da cultura. O evento será realizado na Sala de Seminários do LAPEX, Campus Olímpico (Rua Felizardo, 750 – Porto Alegre).

Serão disponibilizadas 80 vagas. O preenchimento das vagas será por ordem de inscrição. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas, a partir de 24 de junho, no site do Programa de Pós-Graduação da Escola de Educação Física da UFRGS (http://www.esef.ufrgs.br/pos). Para aqueles que desejarem certificado, haverá uma taxa de R$ 4,00. As informações sobre pagamento da taxa de certificado serão fornecidas no dia do evento. A freqüência mínima exigida para a obtenção de certificado é de 75%.

Informações adicionais podem ser solicitadas pelo telefone 3308-5866.

Programa do Seminário

9h – Palestra de Abertura

Filosofia do Desporto – filosofia das coisas simples

Prof. Dr. Rui Proença Garcia – Professor Catedrático da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Portugal.

10h30min – Mesa

Cuidado do corpo como cuidado de si

Prof. Dr. Luiz Carlos Bombassaro – Professor da Faculdade de Educação e membro do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

E se Sócrates fosse professor de Educação Física?

Prof. Dr. Alberto de Oliveira Monteiro – Professor da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

14h – Palestra

Olimpismo e o Equilíbrio do Homem

Prof. Dr. Lamartine Pereira DaCosta, Professor do Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Gama Filho, RJ e Professor Visitante da Academia Olímpica Internacional, Grécia.

15h30min – Mesa

Situação Atual e Perspectivas da Ética no Esporte

Prof. Dr. Alberto Reinaldo Reppold Filho – Coordenador do Centro de Estudos Olímpicos e Professor da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Para uma Filosofia do Esporte

Prof. Dr. Adroaldo Gaya – Coordenador do Projeto Esporte Brasil e Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


Notícias 26/05/2009

26/05/2009

Fipe avalia “lucro” de 58% com Pan-07

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Fonte: Máquina do Esporte

A Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) divulgou, nesta quinta-feira, que os Jogos Pan-Americanos de 2007 geraram, ao todo, uma movimentação de R$ 10 bilhões. O resultado significa um “lucro” de 58%, já que as esferas públicas gastaram cerca de R$ 4,3 milhões, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), na organização do evento.

Segundo a Fipe, quase 180 mil pessoas teriam sido contratadas direta ou indiretamente no período. A avaliação é feita sobre os números de 42 setores da economia, e mostra que o setor que mais ganhou com o Pan foi o da construção civil, que movimentou cerca de 13,8% do valor em questão.

A administração pública (13,4%), o comércio (6,6%) e o aluguel de imóveis (5,8%) vem logo na sequência do ranking. A aferição ainda mostrou que os benefícios do Pan saíram do Rio de Janeiro.
Cerca de 55,9% da produção e 60,4% dos empregos gerados pela disputa contemplaram pessoas de outros estados. O panorama desanuviado, porém, seria ainda melhor se os investimentos tivessem sido bem controlados.

Ao contrário do que se supõe a partir de um comunicado oficial do Ministério do Esporte, o investimento nos Jogos é acima da média para uma competição desse porte. Estima-se que a Argentina tenha gastado, com o Pan de Mar del Plata, de 1997, pouco mais que R$ 1 bilhão.

No Brasil, o descuido com os cofres públicos foi tão grande que o TCU ainda não concluiu a avaliação do rombo. Provavelmente, a soma deve passar da marca de R$ 5 bilhões, reduzindo o “lucro” para menos de 50%.

“Tô Nem Aí”.

Fonte: Blog do Murray

Sabem o que fez o Comitê Olímpico Brasileiro após a declaração bombática de Diego Hypólito de que há meses não recebe salários, que não se sente prestigiado e que assim será obrigado a largar o esporte? Não fez nada. Veio com aquela conversa boba, de que o COB não forma Atletas, isso é problema da Confederação e do Clube dele. Nosso objetivo é concentar esforços na campanha do Rio 2.016 Diz isso com a maior cara lavada, como se não recebesse, o próprio COB, milhões e milhões de Reais dos cofres públicos que são investidos em “admnistração interna” e gastos de campanha. Na medida em que o COB tem dinheiro, passa, sim a ter responsabilidade direta por dar atenção não somente ao ginasta, mas a todos aqueles outros Atletas Olímpicos que também vivem na penúria. Está mais do que na hora dessa gente dar lugar a gente mais jovem, com idéias e conceitos modernos, com objetivos sociais.

GP Brasil Caixa de Atletismo reúne mais de 35 mil pessoas no Estádio Olímpico do Pará

Fonte: COB

Mais de 35 mil pessoas foram ao Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, para acompanhar a disputa do 25º Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo, realizado na manhã deste domingo (24). A competição, que integra o calendário da IAAF World Tour, contou com a participação de 160 atletas de 32 países.

Dos 38 brasileiros presentes, nove ganharam medalhas. Desses, Fabiano Peçanha e Kléberson Davide ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, nos 800m. Fabiana Murer, no salto com vara, conquistou o ouro. Keila Costa e a campeã olímpica Maurren Maggi ganharam a prata e o bronze no salto em distância. Na categoria masculina da mesma prova, Jessé Farias de Lima conseguiu a medalha de prata.

Dois recordes sul-americanos foram estabelecidos no evento. Nos 400m com barreiras feminino, Lucimar Teodoro ficou na terceira colocação com o tempo de 55.84. No lançamento do dardo feminino juvenil, a brasileira Jucilene Sales de Lima quebrou duas vezes seu recorde anterior: primeiro marcou 55,77m, depois 56,75m.

Sete brasileiros obtiveram índice de qualificação para o Mundial de Berlim, que acontecerá em agosto. Fabiana Murer, 1ª salto com vara, 4,40m; Fabiano Peçanha, 1º nos 800m, 1:44.63; Kléberson Davide, 2º nos 800m, com 1:44.65; Keila Costa, 2ª no salto em distância, 6,72m; Jessé Farias de Lima, 2º no salto em altura, 2,31m; Lucimar Teodoro, 3ª nos 400m com barreiras, 55.84; Bruno Lins, 8º tempo nos 200m, 20.48.

Fipe avalia “lucro” de 58% com Pan-07

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Fonte: Máquina do Esporte

A Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) divulgou, nesta quinta-feira, que os Jogos Pan-Americanos de 2007 geraram, ao todo, uma movimentação de R$ 10 bilhões. O resultado significa um “lucro” de 58%, já que as esferas públicas gastaram cerca de R$ 4,3 milhões, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), na organização do evento.

Segundo a Fipe, quase 180 mil pessoas teriam sido contratadas direta ou indiretamente no período. A avaliação é feita sobre os números de 42 setores da economia, e mostra que o setor que mais ganhou com o Pan foi o da construção civil, que movimentou cerca de 13,8% do valor em questão.

A administração pública (13,4%), o comércio (6,6%) e o aluguel de imóveis (5,8%) vem logo na sequência do ranking. A aferição ainda mostrou que os benefícios do Pan saíram do Rio de Janeiro.
Cerca de 55,9% da produção e 60,4% dos empregos gerados pela disputa contemplaram pessoas de outros estados. O panorama desanuviado, porém, seria ainda melhor se os investimentos tivessem sido bem controlados.

Ao contrário do que se supõe a partir de um comunicado oficial do Ministério do Esporte, o investimento nos Jogos é acima da média para uma competição desse porte. Estima-se que a Argentina tenha gastado, com o Pan de Mar del Plata, de 1997, pouco mais que R$ 1 bilhão.

No Brasil, o descuido com os cofres públicos foi tão grande que o TCU ainda não concluiu a avaliação do rombo. Provavelmente, a soma deve passar da marca de R$ 5 bilhões, reduzindo o “lucro” para menos de 50%.

“Tô Nem Aí”.

Fonte: Blog do Murray

Sabem o que fez o Comitê Olímpico Brasileiro após a declaração bombática de Diego Hypólito de que há meses não recebe salários, que não se sente prestigiado e que assim será obrigado a largar o esporte? Não fez nada. Veio com aquela conversa boba, de que o o COB não forma Atletas, isso é problema da Confederação e do Clube dele. Nosso objetivo é concentar esforços na campanha do Rio 2.016 Diz isso com a maior cara lavada, como se não recebesse, o próprio COB, milhões e milhões de Reais dos cofres públicos que são investidos em “admnistração interna” e gastos de campanha. Na medida em que o COB tem dinheiro, passa, sim a ter responsabilidade direta por dar atenção não somente ao ginasta, mas a todos aqueles outros Atletas Olímpicos que também vivem na penúria. Está mais do que na hora dessa gente dar lugar a gente mais jovem, com idéias e conceitos modernos, com objetivos sociais.

GP Brasil Caixa de Atletismo reúne mais de 35 mil pessoas no Estádio Olímpico do Pará
Fonte: COB

Mais de 35 mil pessoas foram ao Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão, para acompanhar a disputa do 25º Grande Prêmio Brasil Caixa de Atletismo, realizado na manhã deste domingo (24). A competição, que integra o calendário da IAAF World Tour, contou com a participação de 160 atletas de 32 países.

Dos 38 brasileiros presentes, nove ganharam medalhas. Desses, Fabiano Peçanha e Kléberson Davide ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente, nos 800m. Fabiana Murer, no salto com vara, conquistou o ouro. Keila Costa e a campeã olímpica Maurren Maggi ganharam a prata e o bronze no salto em distância. Na categoria masculina da mesma prova, Jessé Farias de Lima conseguiu a medalha de prata.

Dois recordes sul-americanos foram estabelecidos no evento. Nos 400m com barreiras feminino, Lucimar Teodoro ficou na terceira colocação com o tempo de 55.84. No lançamento do dardo feminino juvenil, a brasileira Jucilene Sales de Lima quebrou duas vezes seu recorde anterior: primeiro marcou 55,77m, depois 56,75m.

Sete brasileiros obtiveram índice de qualificação para o Mundial de Berlim, que acontecerá em agosto. Fabiana Murer, 1ª salto com vara, 4,40m; Fabiano Peçanha, 1º nos 800m, 1:44.63; Kléberson Davide, 2º nos 800m, com 1:44.65; Keila Costa, 2ª no salto em distância, 6,72m; Jessé Farias de Lima, 2º no salto em altura, 2,31m; Lucimar Teodoro, 3ª nos 400m com barreiras, 55.84; Bruno Lins, 8º tempo nos 200m, 20.48.


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