Newsletter 08/07

Seguem duas reportagem que envolvem o Exército e o Esporte. Se essas ações tem relação, não podemos saber, mas não deixa de ser uma coincidência interessante. Também colocamos o projeto da “Lei de Incentivo ao Esporte” pelo qual a Vale já investiu R$ 2 milhões na reforma de instalações.

Vale lança projeto olímpico no Rio

Fonte: Máquina do Esporte, em São Paulo

A mineradora Vale apresentou, nesta terça-feira, em evento no Rio de Janeiro, o projeto “Brasil Vale Ouro”, que investirá mais de R$ 10 milhões no esporte. O plano, que tem os Jogos Olímpicos de 2016 como principal objetivo, vai buscar talentos de natação, atletismo e judô em núcleos espalhados por seis estados brasileiros.

“Nosso objetivo é realizar um investimento social estruturante, para que o legado do conhecimento aplicado permaneça no local. Queremos que esse programa seja referência na parceria social público-privado”, disse Sílvio Vaz, diretor-presidente da Fundação Vale.

O projeto tem o apoio dos Ministérios da Defesa e do Esporte, sendo que o último aportou R$ 250 mil na reforma do Círculo Militar de Deodoro. O espaço é mais um aparelho dos Jogos Pan-Americanos que ganha um uso, já que servirá como centro de excelência do projeto, atendendo localmente duas mil crianças e cem atletas com índice olímpico, que serão alojados na nova Vila Olímpica.

Para garantir o sucesso da empreitada, a Vale investiu R$ 3 milhões na construção de um ginásio de judô e vai destinar mais R$ 10 milhões à reforma do restante das instalações. Além disso, a empresa vai erguer mais 15 núcleos de prática esportiva em Minas Gerais, Maranhão, Espírito Santo, Pará, Sergipe e no próprio Rio de Janeiro, regiões em que atua comercialmente.

O projeto inclui até centros de capacitação profissional. “No Centro de Excelência do Brasil Vale Ouro, não queremos apenas formar futuros atletas de excelência, mas futuros técnicos”, disse Vaz.

Projeto aprovado na “Lei de Incentivo ao Esporte”

Por ISG – Fonte: Ministério do Esporte

Proponente: Circulo Militar da Vila Militar – 31.409.337/0001-80
Título do Projeto: Reforma da Pista de Atlestismo e Construção de Alojamentos – Brasil Vale Ouro
Nº SLIE: 0801179-61 UF: RJ
Nº do Processo: 58000.004455/2008-40 Estimativa Público: 5.000
Valor Aprovado para Captação (R$): 5.696.437,50 Prazo para Captação: 28/01/2009 a 31/12/2009
Data da Publicação: 29/01/2009 Situação do Projeto: Aprovado
QUEM PATROCINOU ou DOOU Data da Captação Valor Captado (R$)
Patrocinador: FUNDAÇÃO VALE 08/05/2009 2.000.000,00
Total Captado (R$):2.000.000,00

COB quer militarizar esporte

Fonte: Folha de São Paulo

Comitê planeja seguir países como Rússia, China e França, em que atletas representam o Exército

Projeto-piloto forma cem marinheiros no Rio, que não terão de fazer plantões em quartéis, mas disputarão os principais campeonatos
Fabio Costa/Folha imagem
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As iatistas e marinheiras Fernanda e Renata Decnop, que entraram no projeto e sofriam com falta de verba para as competições

SÉRGIO RANGEL
DA SUCURSAL DO RIO

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) quer militarizar atletas de ponta. Desde o início do ano, técnicos da entidade preparam um projeto para abrir as portas das Forças Armadas aos esportistas.
O trabalho é baseado nas experiências de algumas importantes potências olímpicas, como Rússia, China e França. Países que usam a carreira militar para dar estímulo aos seus melhores competidores.
Ielena Isinbaieva, detentora da melhor marca do mundo e campeã olímpica e mundial do salto com vara, faz parte do Exército da Rússia. Em agosto de 2005, a saltadora entrou na carreira militar como tenente das Forças Armadas e, em 2008, foi promovida a capitã.
Mesmo assim, continua representando a Rússia nas principais competições mundiais.
“”Queremos garantir aos nossos atletas uma remuneração fixa, todos os benefícios que os militares têm, além de colocá- -los para treinar em instalações com boa estrutura”, disse o ex- -judoca Sebastian Pereira, que é gerente de atendimento do COB nas confederações de judô, boxe e lutas associadas.
Ele é um dos principais articuladores da entidade esportiva nas Forças Armadas.
“”Fora isso, eles vão ter a opção de ingressar em uma nova carreira após o final do seu ciclo esportivo”, acrescentou Pereira, que foi atleta e soldado do Exército por oito anos.
Um projeto-piloto já foi criado pela Marinha. No mês passado, cem atletas se formaram em marinheiros no Rio, entre eles as judoca Ketleyn Quadros, bronze em Pequim-2008.
As inscrições haviam sido abertas para competidores de todas as modalidades.
A maioria das judocas da seleção feminina aderiu ao militarismo. O paulista Diogo Silva, do taekwondo, primeiro medalhista de ouro do Brasil no Pan- -2007, também é marinheiro.
Eles fizeram um curso de três semanas no Rio, mas não terão que fazer plantões no quartel.
“”A função deles é representar o Brasil em competições”, afirmou o tenente Maturana.
“Eles não terão nenhum trabalho burocrático para fazer. Vão poder treinar sem problemas e serão convocados por um determinado período para treinar nas instalações da Marinha”, completou ele, que integra a comissão técnica da seleção brasileira de judô e é um dos estrategistas do time.
O soldo de marinheiro é atualmente de R$ 1.056. Apesar de o salário não ser dos mais altos, a estabilidade da renda e os centros de treinamentos oferecidos pelos militares são os principais atrativos.
“”Essa verba ajuda muito. Até a semana passada, eu tinha apenas o salário do meu clube. Além do mais, posso ter uma nova profissão no final da carreira”, declarou Ketleyn Quadros -a judoca cursa a faculdade de educação física.
Apesar de já elogiar a iniciativa da Marinha, os dirigentes do COB querem ampliar o projeto. A intenção é que alguns atletas de alto nível entrem nas Forças Armadas como oficiais.
O modelo adotado pelo COB está sendo formatado pelo grupo de técnicos da entidade e deverá ser apresentado ao Ministério da Defesa até o fim do ano.

Projeto visa pódio em Jogos do Rio

Fonte: Folha de São Paulo

DA SUCURSAL DO RIO

O projeto da Marinha de transformar atletas em marinheiros é uma tentativa de reforçar a delegação brasileira que vai disputar os Jogos Mundiais Militares-2011, no Rio.
“”A meta é fazer um bom papel nos Jogos. Isso é claro”, disse o tenente Maturana, um dos responsáveis pelo treinamento da equipe de judô na Marinha.
“Temos a responsabilidade de fazer um bom papel. Em troca, eles nos dão toda a estrutura. Temos fisioterapeutas, médicos, barcos, diárias para participar de competições e até técnicos”, disse a iatista Renata Decnop, 23.
O Ministério da Defesa e a Marinha não informaram ontem quanto já foi gasto no projeto de militarizar os atletas de ponta.
O ministério também não informou se pretende ampliar para as outras Forças Armadas o programa de adoção de atletas.
O Mundial foi orçado em R$ 1,2 bilhão. A competição terá 21 modalidades e previsão de participação de aproximadamente 90 países e cerca de 6.000 competidores militares de todo o planeta.
Para recepcionar o evento, o governo terá de construir uma vila para abrigar os esportistas.0 (SR)

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